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Valor Econômico: Yduqs entra na disputa pela Laureate com Ser Educacional

Em: 15 Setembro 2020 | Fonte: Valor Econômico

Dona da Anhembi Morumbi e FMU é avaliada em pelo menos R$ 4 bilhões

A Yduqs e Ser Educacional - o segundo e oitavo maiores grupos de ensino superior do país, respectivamente - estão disputando a operação brasileira da americana Laureat e que, no país, é dona de faculdades como Anhembi Morumbi e FMU.

O ativo é avaliado em pelo menos R$ 4 bilhões, montante da proposta apresentada pela Ser Educacional, no domingo à noite. Poucas horas depois, ou seja, na segunda-feira pela manhã, a Yduqs informou ao mercado que “está aprofundando o entendimento dos referidos ativos e acredita ter condições de apresentar proposta concorrente mais atraente dentro do prazo estabelecido para o go-shop [proposta aberta a terceiros]”.

Segundo fontes, a Yduqs vem analisando o ativo há cerca de um mês, mas as negociações não tinham, até então, avançado. Ao analisar as condições da oferta da Ser, o grupo educacional carioca teria se sentido mais confortável para apresentar uma nova proposta. A oferta da Ser é bastante complexa porque envolve troca de ações (que representam 44% do seu capital), necessidade de listagem em bolsa americana para que a Laureate possa negociar os papéis, entre outros.

A aquisição da Laureate, que tem mais de 260 mil alunos, muda o ranking do setor. Caso a Yduqs consiga fechar o negócio, ela vira a líder do setor com cerca de 1 milhão de alunos, ultrapassando a Cogna que hoje possui 844 mil estudantes matriculados no ensino superior. A Ser Educacional, por sua vez, salta da oitava para a quarta posição e transforma totalmente seu negócio.

A Laurete é hoje a noiva mais cobiçada do mercado porque é praticamente a única empresa de ensino superior desse porte disponível para aquisição. Outros grupos desse porte como Unip e Uninove não estão à venda e tampouco há abertura de negociações para tal. Além disso, a Laureate está presente em São Paulo, praça mais rica do país, tem instituições de ensino com marcas conhecidas e tem graduações tradicionais como medicina, veterinária, direito e outros mais inovadores como cursos para piloto de aviação, gastronomia e moda, cuja mensalidade também é alta.

A Yduqs tem mais bala na agulha para levar a Laureate, uma vez que seu principal acionista e responsável pela recente expansão do grupo, é a gestora de private equity Advent. Mas o que pode atrapalhar é uma concentração elevada em algumas praças nos cursos presenciais e no ensino a distância, que é praticamente todo ministrado por meio da sua marca Estácio. Com isso, torna-se complexo dividir o negócio de aulas on-line da companhia, uma vez que sua abrangência é nacional e não regional, critério de concorrência analisado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Do lado da Ser Educacional, a sobreposição é menor, uma vez que sua maior presença está no Nordeste e Norte e a Laureate é forte no Sul e Sudeste. No entanto, a complexidade da proposta apresentada pode ser um empecilho. A Ser ofereceu como parte do pagamento 44% de suas ações, mas, segundo fontes, a Laureate não tem interesse em permanecer com esses papéis e no curto prazo deve vendê-los. Isso gera um risco de desvalorização da ação. Há uma cláusula determinando que a Laureate só pode vender determinada quantia de ações por semana e se houver uma venda relevante, o fundador da Ser, Janguiê Diniz, tem preferência de compra.

A competição pela Laureate lembra a disputa entre Kroton (atual Cogna) e Ser Educacional pela Estácio (atual Yduqs), em 2016, cuja operação foi reprovada pelo Cade. Na época, os acionistas de Estácio reprovaram a oferta da Ser.

A Laureate anunciou, oficialmente, no começo deste ano sua intenção de se desfazer de toda sua operação no mundo, que conta com 875 mil alunos. Há alguns anos, os investidores do grupo americano estão insatisfeitos com o desempenho do grupo. Em 2017, a companhia abriu o capital na Nasdaq, porém a captação ficou abaixo do esperado e os resultados dos últimos anos não agradaram. Em 2019, o lucro líquido aumentou 153% para US$ 937,7 milhões, mas dessa quantia, US$ 870 milhões vieram de ganhos obtidos com a venda de ativos no ano passado. Antes da decisão de se desfazer do negócio globalmente, a Laureate tinha definido vender faculdades localizadas em regiões consideradas não estratégicas. A operação brasileira é uma das mais importantes para o grupo. Na sexta-feira, a companhia também anunciou a venda de suas unidades nos Estados Unidos e Chile, que juntos somam cerca de US$ 2,2 bilhões.

Ontem, as ações da Ser fecharam com alta de 10,21% (R$ 16,30) e a Yduqs valorizou 7,96% (R$ 30, 11). Já os papéis da Laureate, negociadas na Nasdaq, tiveram queda de 1,20% (US$ 13,13).

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